Um pouco de história... Passo do Inferno?

Antes de 1910 o local já era conhecido como o "Passador do Inferno", pela dificuldade em atravessar o rio, em função das cheias nos meses de Setembro a Novembro. Era o único acesso possível para a travessia a cavalo nas proximidades de Canela (ainda não município), pois o curso deste rio é praticamente quase todo dentro de um vale profundo, com desníveis de até 400 metros!

 

A estrada hoje é a rodovia RS 476, ainda não pavimentada, mas antigamente era uma trilha a cavalo e de carroças, que vinha desde o norte o estado do RS, das cidades de Bom Jesus e São José dos Ausentes, dos campos de cima da serra, para ir até Canela e Gramado.

 

Em meados de 1932 iniciou-se a construção da Ponte de Ferro, que levou cerca de três anos para sua conclusão. Nesta época foi instalado uma balsa, conduzida por Antony de Oliveira Machado, para auxiliar no transporte dos materiais da ponte.

Os 2 pilares de sustentação da ponte são de pedras assentadas, e a estrutura metálica é alemã e fabricada pela empresa Mannesmann. A ponte foi somente montada aqui no Brasil.

Com vão de 74 metros a capacidade de carga é para até 50 toneladas aproximadamente.

Na última inspeção pela engenharia do DAER(órgão das rodovias estaduais do RS), em 2009, avaliou que o metal pode durar até uns 150 anos, isso se não pintar! O metal da fabricação é um aço de ótima qualidade, e similar ao dos antigos tanques de guerra alemães, fabricados pela siderurgica Krupp. Nos anos 80 houve a fusão das duas industrias, Krupp e Mannesmann.

Sua cor atual é um vermelho encarnado, que na verdade é o fundo, pois a pintura original era cinza chumbo.

O propósito da construção da ponte foi em função da grande extração da araucária (madeira nobre de nossa região).

29 de Janeiro de 1939.
De pé da esquerda para a direita: Cenira Oliveira, Jaci Oliveira, Alzemiro Boeira dos Reis, Geni Oliveira, Lori Oliveira, Nestor Oliveira, Ida Boeira de Lucena, Maria Iolli Gil e Clélia Gil. Crianças: Francisco Aurio Gil e Edite Oliveira. Colaboração de Maria Iolli Gil Alves.

Lyane e Lezy com a mãe (Zilda Della Pozza Ferraz) no centro, em 1958. 

Colaboração de Lezy Masotti.

Lezy e Lyane com o pai (Alfredo Souto Ferraz), em 1958. 

Colaboração de Lezy Masotti.

02 de dezembro de 2018.
Vicente de Oliveira Machado, o filho do balseiro (Sr. Antony), e ainda morador na região do Passo.

Na foto menor, Vicente, quando menino.